Robô cerberus

Robô Cerberus avança para fase final e será apresentado no Rio

Em 28/01/26 07:46. Atualizada em 28/01/26 13:39.

O desenvolvimento do Robô Cerberus deu mais um passo importante. Em reunião realizada em Santa Maria (RS), pesquisadores alinharam os próximos passos do projeto, com atenção especial a duas partes fundamentais do sistema: a suspensão e a comunicação — itens que influenciam diretamente como o robô se movimenta e como ele é controlado à distância.

Participaram do encontro o professor Solon Bevilacqua (UFG), gestor do projeto, o professor Daniel Fernando Tello Gamarra (UFSM), especialista em robótica, e o professor Anselmo Rafael Cukla, integrante da equipe técnica. O grupo está finalizando os ajustes para que o Cerberus entre na etapa decisiva de testes.

Robô cerberus

Peças chegaram e o projeto ganhou ritmo

A reunião extra aconteceu porque finalmente chegaram ao Brasil as peças importadas que fazem parte da estrutura do robô. Esses componentes também são usados na fabricação de drones e estavam em falta no mercado internacional.

Segundo o professor Anselmo, a guerra entre Rússia e Ucrânia impactou a produção e a distribuição desses materiais, o que causou meses de atraso. Com as peças em mãos, a equipe conseguiu retomar o ritmo e avançar nas montagens e avaliações.

Como o robô será controlado: visão como se estivesse “dentro” dele

Um dos recursos tecnológicos do Cerberus é o uso de óculos FPV, uma tecnologia já conhecida em drones. Na prática, isso permite que o operador veja o caminho pelos “olhos” do robô, em tempo real.

É como se a pessoa que está controlando o equipamento estivesse enxergando exatamente o que o robô vê durante o percurso. Isso ajuda a dirigir com mais cuidado, desviar de obstáculos e tomar decisões mais seguras.

Além da imagem da câmera, o sistema também mostra informações importantes na tela, como nível de bateria e qualidade do sinal de comunicação. Esses dados ajudam o operador a saber se o robô pode continuar avançando ou se precisa parar, tornando a operação mais eficiente e segura.

Fase final: testes de desempenho

De acordo com o professor Gamarra, o Cerberus está na fase final de testes, passando por avaliações que verificam seu desempenho na prática. Nessa etapa, são observados pontos como estabilidade, capacidade de se movimentar em diferentes tipos de terreno e qualidade da comunicação à distância.

A suspensão é essencial para que o robô consiga circular em superfícies irregulares. Já o sistema de comunicação garante que os comandos enviados pelo operador cheguem com precisão.

Próximo passo: apresentação no Rio de Janeiro

O protótipo do Robô Cerberus será apresentado na última semana de fevereiro, no Rio de Janeiro, ao Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE). O momento marca a conexão entre a pesquisa desenvolvida na universidade e suas possíveis aplicações práticas na área de segurança.

O Cerberus mostra como a união entre universidade, tecnologia e cooperação entre instituições pode gerar soluções inovadoras com impacto direto na sociedade.